Autor: Michael E. Herrtage, MA, DVSc, DVR, DVD, DSAM, DECVIM, DECVDI, MRCVS
Department of Veterinary Medicine, University of Cambridge ; Cambridge, UK.
Department of Veterinary Medicine, University of Cambridge ; Cambridge, UK.
1) A diferenciação entre o hiperadrenocorticismo (HAC) hipófise dependente ou o adrenal dependente é importante, a fim de proporcionar o tratamento mais eficaz para a doença.
2) A determinação da concentração plasmática de ACTH no cão, é um teste confiável para diferenciar a causa hipofisária ou adrenal do HAC. Cães com tumores adrenais possuem concentrações muito baixas de ACTH endógeno ; casos de HAC hipófise dependente possuem concentrações no limite máximo da normalidade ou acima.
3) O teste de supressão com dose alta de dexametasona foi muito usado para diferenciar a causa do HAC, mas é menos preciso que a ecografia abdominal ou a mensuração do ACTH plasmático. A dose alta de dexametasona inibe a secreção hipofisária de ACTH, suprimindo a concentração de cortisol sérico em aproximadamente 50% ou mais, no período de 4 horas, caracterizando o HAC hipófise dependente.
Tumores adrenocorticais são autônomos, portanto, o cortisol sérico após quatro horas não é suprimido.
Aproximadamente 20-30% dos casos hipófise dependentes, não ficarão com o cortisol suprimido com esse teste.
4) Tratamento do HAC hipófise dependente.
4.1) Trilostano: Interfere com a biossíntese dos esteróides adrenais. Após a administração via oral, o pico de ação ocorre em 110 minutos e diminui para a concentração basal em 18 horas. A dose é de 2 a 5mg/kg por dia, podendo ser ajustada de acordo com a resposta do paciente. O tratamento deve ser monitorado com o teste de estimulação por ACTH, após 2 a 4 horas da ingestão do trilostano e o cortisol após a estimulação deve situar-se abaixo de 120nmol/l. Alguns pacientes podem receber trilostano duas vezes ao dia.
4.1) Trilostano: Interfere com a biossíntese dos esteróides adrenais. Após a administração via oral, o pico de ação ocorre em 110 minutos e diminui para a concentração basal em 18 horas. A dose é de 2 a 5mg/kg por dia, podendo ser ajustada de acordo com a resposta do paciente. O tratamento deve ser monitorado com o teste de estimulação por ACTH, após 2 a 4 horas da ingestão do trilostano e o cortisol após a estimulação deve situar-se abaixo de 120nmol/l. Alguns pacientes podem receber trilostano duas vezes ao dia.
O trilostano deve ser utilizado com cuidados em cães nefropatas e o hipoadrenocorticismo ocorre com a superdosagem. Interromper o uso do medicamento deve ser suficiente para reverter o hipoadreno (avaliar hiponatremia e hipercalemia).
Mulheres gestantes devem usar luvas e todos os outros manipuladores do medicamento , lavar as mãos.
A sobrevida média dos pacientes após o início do tratamento com trilostano é de 662 a 900 dias.
A ocorrência de efeitos colaterais com trilostano (16% dos pacientes) é menor do que com mitotano (25 a 42% dos pacientes).
O efeito adverso mais sério do trilostano até o presente momento (Outubro de 2011), é necrose aguda da adrenal. A hipersecreção de ACTH aumenta o tamanho das glândulas adrenais, resultando em hemorragia e necrose.
O uso do trilostano é associado com a presença de vômitos e diarréia em alguns cães. A melhor conduta diante desse fato é administrar os tabletes com comida ou trocar para um medicamento alternativo.
A farmácia de manipulação drogavet manipula o medicamento.
www.drogavet.far.br
Semana que vem postarei a parte sobre o tratamento do hiperadrenocorticismo hipófise dependente com mitotano e outros medicamentos alternativos :)




